Um espaço para publicarmos cartas e poemas para se encontrarem nesse grande mar que abriga nossos corações.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Até quando? Seus pés na cruz de seus próprios erros? Eu, sim... Amor parece sempre a melhor escolha, mas ele também cria correntes no ódio de todas as fraquezas... Era uma ilusão, sim... Uma ilusão que não te pertencia, embora sempre esteve nas minhas vestes, copiando os meus beijos, que não eram seus... Sombra... Encontre o seu caminho nas suas ruas projetadas... Às vezes o sol pode te iluminar... Nesse corpo que não existe, devorado pelas trevas da sua própria imaginação, resta um último suspiro, um véu de uma palavra manchada... A minha liberdade. Eu, que nem sei quem você é, demônio de múltiplas faces... No meio da escória dos desejos mundanos.... Tenta... Eu não preciso do seu medo, ou do seu ódio... Ainda existe um resto de vida nos corações dos homens... E meu sorriso precisa voltar a existir... Sem o seu programa.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Nossa Chance
Esse agora em nós dois... Quanto já perdemos sem acreditar? Nossas sombras que nos arrastam para paraísos perdidos, onde não existimos mais. Segura em nossos braços, um buraco negro em nossas almas, sugando nossa fantasia de eternidade. Já éramos sós, agora perdidos... Esse amanhã que esperamos para abrir nossos olhos, trocar nossas roupas sujas e nos encontrarmos em nossos olhos... Esse ódio que nos engole vivo, nos julgando pela nossa esperança de redenção nas mãos ocultas do nosso Criador... Curando feridas rasgadas pela intolerância do nosso amor. A liberdade negociada em tantas mãos sujas de sangue que talvez nunca possa encontrar o seu sentido... De todos os pecados, tantos acumulados ao longo do dia, nesse nosso espírito frio diante de um mundo arruinado, o que salva nossas ilusões é o que nos resta de vaidade e amor próprio.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
O Sonho do Amor
Esses dias em que parecemos perdidos do nosso amor... São minhas as palavras? Pobre poeta... Consumidos em nossa solidão, sem asas para seguirmos os nossos sonhos, metade invetado em minhas mentiras, metade idealizado em minhas verdades... Aquele céu azul escuro, do lado do universo invadido pelos meus devaneios, pode colorir o ser olhar, quando por aqui nenhuma corrente prender o seu coração. Não chore mais, meu amor... Essa distância de nossos corpos não podem afastar nossos corações, ainda que os sonhos pareçam ter sido levados pelo vento, e que todos os olhos condenem a minha ilusão. Resta-nos a esperança do brilho de uma manhã nova, onde o nosso amor seja realmente livre, e quando a madrugada nos perder entre labirintos escuros, eu tenha as suas mãos para me agarrar, e o seus braços para me proteger... Te amo, loucura da minha poesia.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Poucos Restos
Olá?
Pode me ouvir? Talvez a minha voz esteja abafada pelos meus gemidos... Sussurro... Existe alguém atrás dessa porta trancada? Aqui onde a luz é pouca, e meu coração guarda segredos. O amor é soberbo? Fugindo de nós mesmos por um pouco de prazer na solidão, nessa hora morta de passos vigiados e sonhos invadidos. Me agarraria em você se derretesse sobre as paredes do meu quarto... Mas talvez não conseguisse voar... O ar parece tão denso, tão carregado de mentiras eletromagnéticas... Então olho para os meus pés, perdidos nesse chão de concreto, acorrentado ao túmulo dos mortos, esperando um sentido aos olhos dos que ainda restam... A poesia não é difícil... O abandono latente é o nosso refúgio... E esse tempo que nos separa talvez nem exista mais....
sábado, 25 de janeiro de 2014
Se...
Esses caminhos que percorremos inconscientes... Tudo parece ser exato até mesmo quando falhamos... Eu podia ter olhado pela janela quando eu era jovem, ou caído no abismo ainda criança, mas as escolhas eram segundos de um tempo estático. E nada importava... Amores que construímos em nosso tédio, para chorar lágrimas que eram belas, e manchavam as últimas folhas do caderno onde desenhávamos corações. Eu sei que talvez exista um muro lá adiante, onde nossas fraquezas sempre olharam para trás, procurando afeto em nossas memórias, mas... O dia claro de hoje, desse instante em que eu te escrevo, é apenas um fragmento de um futuro que nem imaginávamos, e para quê? Se podíamos ter parado lá atrás... Eu estarei lá, te esperando nas páginas de um romance qualquer... Talvez chova muito, talvez eu me embriague... Talvez eu te odeie e te ame ainda mais... A poesia de toda a minha ilusão diante de um mundo que eu nunca quis entender, mas que sangrou meus passos para que eu percebesse que a vida, essa extensa lacuna entre nossos medos, talvez nunca exista mais, a não ser em nossos sonhos...
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Ilusão
Hello...
Esses sonhos talvez sejam a única coisa que nos resta... Colorir nossos adeuses dessa última estação. Aqui estarei, desnuda, em seus braços, que já sentem essa distância irreal nessa pouca pele que nos cobre. Saber o que significa esse amanhã... Nebuloso ou eterno, talvez seja parte da ironia de nossos deuses. Mas nas horas mortas da madrugada, onde fingimos a nossa solidão, é pouco esse tempo que espalha nossos versos, e engole nossos beijos... Nossos beijos partidos em nossos corações, esse desejo que nos adormece, e nos veste de fragmentos de toda a nossa ilusão. Ontem nada havia, éramos sós de mãos dadas que se perdiam... Mas agora, esses segundos que não se perdem, onde nos encontramos em cada sorriso, ou em um olhar distraído. Você, que agora se faz eterno, nesse meu elo corrompido de infâncias inexistentes, de pesadelos inertes... Nosso barco que navega sem rumo, certo de um destino e um descanso... Tantas luzes esquecidas entre os astros, e nós desmaterializamos nossos corpos para esse amor latente e urgente... Eu te espero... Sempre...
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
A Dream for Today
Hi, my love...
Is the night really warm? I dreamed with these moment for so long... A moment of hope, though may the seconds be running out of our hands. Are there angels to reach me tonight? What would they say? Do you need time for miracles? I hear your silence in my heart... Sometimes you cry... It's been lonely here, aching within my blood, but I still have a reason to fight against this hate I cannot understand... This presence of the unkown angel, it still spills sadness in my soul, and there are not words to make it better. It still hurts me so... But today, I found a way to make a ordinary flower grow amond the stoned shadows... Believe me... I will live for this day, where freedom will carry us home.
Loving you...
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Eterno
A cidade já se despe, vejo seus vultos... Aqui no meu quarto escuro, eu te tenho em meus braços. Sinto-te ardente, desejando meu prazer involuntário, soberbo e tenebroso. Procuro teus beijos... Sua saliva escorre do meu queixo... O nos prende à esse mundo sórdido, exceto essa angústia? Os demônios quentes, fingem amor... Depois roubam e destroem. Nosso grito mudo transformado em gemidos agudos... A parede é pouca, o colchão é pequeno, o travesseiro insuficiente... E te quero assim, lentamente se apossando dos meus sentidos, molhando seus dedos no meu gozo, disfarçando meus sorrisos. Esse tanto eterno em nossas carnes, esperando pelo último suspiro. É liberdade? Que sentido existe em se lançar ao pó, se não for para evaporar com o nosso suor? Te amo loucamente, fugindo do abismo entre as minhas pernas...
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Hope
Lonely land, this one I run. I thought that there was just our pride that was tearing us apart. But there are so many words I still cannot understand, like failing my dreams of freedom. These are flowers that I found here, under the trees. The same trees that grow outside... They remind me that everything here is there to waste, like all of my tears... Hold me, my love... There will be a sky without racking wires, within our weaking souls. All the montains I claim are my nearest desert, where not only cold water is desirable, but our reigns of passion and desire... This cannot last so long... We deserve that... Our own miracles of peace.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Em Tempo
Vários minutos já se acabaram... Ainda tenho os seus beijos. O silêncio se move nas nuvens, e não se incomoda com a loucura do tempo, esse que nos destrói. Nosso abrigo debaixo dos teus lençóis, onde as correntes nos sedam e nos entregam à paixões... O que esperamos dessa vida, além de nossos sonhos, azuis, pulverizados em plantações de flores? O inverno frio de nossos corações... Não escolhemos outra roupa, nossa pele nua, em cicatrizes expostas ao vento. Essas palavras, talvez se calem um dia, talvez olhem em outra direção, mas agora elas sangram o que não se pode ver perfeito. Meu próprio amor. Fuja se puder, meu amor... Se esconda no abismo do universo, se entregue à última estrela. Esse céu cinza ainda há de desaparecer dos nossos olhos, e nos libertar... Já houveram guerras demais, e nenhum rei foi coroado... Mas seus pés descalços sempre pisaram espinhos, e a chuva ainda alaga nossas ruas...
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Tristeza
A tarde cai agora, vazia... Engolindo os mistérios de cada solidão. Um sonho tão distante, que inventei nos meus braços, com recortes de jornais, no lado de dentro, sufocado e inerte. O tempo que nos separa, que inventa mentiras e deixa pobre o meu amor, secas como as flores que me rodeiam. Existe um ódio com o qual eu não sei lidar, encravado nas misérias dos corações amargurados, que lentamente apagou o brilho dos meus olhos e me roubou a alegria de viver. A simples alegria de observar o sol colorir o céu ao entardecer. Essa ganância de me impedir de amar furou meus olhos com maldade, e me sepultou em minha própria cama. E de que adiantam asas se o céu está sempre nebuloso, e me espreitam os urubus? A última esperança é um sono eterno, onde eu não sinta mais as pedras que me feriram, e nenhuma memória seja dolorida demais para ser lembrada. Sinto saudades de um lugar que eu ainda não conheci, onde os estranhos sejam novamente estranhos, e possam ser amados, sem que esse amor possa nos destruir.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Saudade
Meu amor...
Onde estás agora, além de adormecido em meus braços? Pode sentir os batimentos do meu fraco coração a te esperar? Aqui, nas paredes envelhecidas do meu quarto, as horas passam lentamente, em madrugadas insones sob o ruído gélido dos meus devaneios. Observo a prateleira com minhas poucas bonecas... Ainda me fazem companhia as ilusões da infância, quando já tudo parecia se ausentar de mim e seu rosto ainda era estranho. Procuro seu olhar em cada instante distraído, e me atiro de precipícios na esperança que o vento me leve para bem longe, onde a saudade não possa mais devorar os meus sentidos... Queria ouvir a sua voz mais uma vez, e segui-la além da distância dos mares, e não mais me hipnotizar pelo canto das sereias, que tanto querem te roubar de mim, tomando as suas lágrimas que empedraram o meu coração, onde tantas portas fechei... Venha, meu amor... Rasgado está meu ventre, sem os seus beijos para cicatriza-lo....
Eternamente sua,
Eu...
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Por Agora
Por que não vê?
Essa desilusão nos meus braços, quantos minutos até meu coração parar de bater? Todos inventamos histórias... É o nosso remédio, o nosso conforto. Meus lençóis estão amarrotados... O amor que cava em mim e que me faz transpirar... Eu podia cair da janela, e esquecer que lá fora tudo foi o mundo, esse mundo de bilhões de péssimas intenções. Quando a morte vem, em suas navalhas de traições, os laços dos presépios se partem. Esse Deus em silêncio, o que espera? Nunca busquei outra coisa, além do cansaço do amor, das lágrimas que podíamos enxugar durante a madrugada, de nossos corações partidos. A miséria cresce como heras nas tubulações do prédio e me arrastam pela escadaria escura do ódio e do tédio. Aqui fiquei, esperando olhos sagrados em meio à retinas descoladas. Deus foi azul? Deus de pés e mãos? E esse meu desejo profanado, de que é feito? Achei que me vendia, e vencia... Mas tudo é turvo nesse espelho de mentiras, e de um amor que não é cuidado ou etéreo. Essas palavras ficaram perdidas nessa página sem que ninguém as leia? Não posso vencer os oceanos que nos separam, mas te procuro em alguma lágrima verdadeira. Amor, se vai, não se confunda na estrada em que caímos... Era pouco e era tudo, esperar os últimos minutos...
domingo, 29 de dezembro de 2013
Carta do Poeta
Meu amor,
Invento todos os versos para te fazer acreditar que te amo profundamente, e que ainda que milhares de mulheres desfilem nuas diante dos meus olhos, só por você o meu desejo mais secreto... Só nos seus seios que eu encontro o abrigo para a minha solidão, e pela batalha amarga que travo em todas as madrugadas, lutando pelo simples direito de te amar, ainda que te julguem pelas roupas que largou em tantas camas, ou pela cruel entrega que vence os meus sentidos. Eu queria que essas palavras iluminassem o seu sorriso e te fizessem acreditar que eu realmente te acho perfeita, e que seus sonhos estão guardados no meu coração... Só te peço que não me faça mais sofrer, que me aceite do jeito que eu sou, e que me abrace forte mais uma vez... O amor é algo tão precioso, meu anjo... Acreditar em nosso amor é a única maneira de vencer as sombras que nos fizeram tão frágeis a ponto de nos perdermos de nossas vidas. Eu acredito em um lugar onde eu possa te ver brilhar e novamente sorrir a sua ilusão de amar...
Sempre seu...
Carta de Adeus
Meu amado...
Vê como está distante o meu poema mais perfeito? Aqui nessas ruas eu vou me esquecendo, embriagando-me lentamente até que não reste mais nada a lamentar... Juro que tentei, mas meus erros me aprisionaram em lembranças destrutivas, em vazios de entardecer solitários. Por mais que eu tentasse me esquecer, algo sempre me arrasta para os mesmos becos da juventude, onde eu tirava a roupa para ter alguma história para contar... As lágrimas, me faltam... É uma tristeza feita de pedra, esperando o dia em que eu possa explodir e lançar o sangue das minhas feridas nos rostos cinzas da escuridão. Esses olhares que me espiam me machucam tanto... Nem voz tenho para gritar... E nenhuma oração me convence mais... De que adianta um Deus crucificado em altares? De que adianta as músicas que eu ouço nas rádios? De que adianta a cordialidade no sorriso dos transeuntes? Nada mais pode me consolar... O barco que espero para hastear a minha bandeira branca e partir, esse demora, perdido em outros mares. Mas tão logo o resto da esperança se esvaia dos meus pensamentos, fecharei meus olhos e repousarei entre as estrelas inacessíveis... Toda a mediocridade e toda a vaidade cairá por terra, aos pés dos que aguardavam na arquibancada o desfecho final. Não chore se eu guardar o seu coração no meu sonho mais bonito... Esse tempo é só um planetinha girando sem destino...
Sua amada imortal...
Aos Amantes
Meu amante,
São oito horas da noite... Na rádio passa uma dessas músicas que eu ouço enquanto passo meu batom vermelho e saio para tentar me apaixonar outra vez... Bem que eu queria, amar outro homem assim, como se anoite fosse eterna e me esquecesse de tudo quando o dia clareasse, mas... Acho que você entende que a única coisa que eu quero é voltar para a minha cama e te amar... Sempre pode ser a última vez... Talvez eu não acorde amanhã... Talvez eu vire pó para raízes de cactos no deserto... Talvez eu me transforme em um arco-íris e console a chuva na Noruega... Lá também existem arco-íris, sabia? Eu sei que o nosso amor é difícil, que desconfiamos de nossos erros e inventamos nossas próprias mentiras... Seria mais fácil esquecer dos nossos momentos de solidão, das garrafas de vinho, dos meus cigarros, e da presença indesejável do mundano que se enroscou em nossos pés... Mas em que asas eu poderia me agarrar? Presos nesse tempo em que somos todos desprezíveis, em que nenhuma paixão consola, nesse tempo em que tudo ainda é pouco... Mas o que é que podemos fazer além de nos agarrar em nossos corpos e nos entregarmos ao nosso desejo? O que nos condena também é a única coisa que pode nos salvar... Por isso hoje, meu amor, perdoe-me o meu espírito turvo e embriagado, e me adore mais uma vez... O destino ainda não é tão sedutor quanto nossa vã materialidade...
Sua amante.
Amor...
Ao meu coração...
Quanto do tempo já se perdeu, sem você aqui, saciando a minha sede de amar... Escrevo agora antes que o ódio que nos envenenou nos afaste, e torne fraco os nossos laços entre as nuvens que se espalham no firmamento. Todos os dias eu adormeço ansiando pelos seus beijos antes que o sol invada as frestas da janela do meu quarto. Mas eu abro os olhos e o que me resta é vestígios do seu cheiro ao meu redor, sumindo com o pó que se desprende do teto de madeira. E eu percebo então que não está aqui, que não posso abraça-la por dois minutos, e dizer que te amo de todas as maneiras que a minha imaginação ousar inventar. O silêncio é surpreendido pelo cantos dos pássaros, e eu sinto vontade de chorar toda a dor empedrada no meu peito, mas apenas duas ou três lágrimas escorrem pela minha face. Então eu me esqueço de que talvez não nos reste tanto tempo assim... Que nesse mundo o amor ainda é algo tão vulnerável que qualquer espinho, agulha, ou ramo farpado consegue destruir. Se não houver um lugar para nós, nenhum poema terá sentido... Por isso, meu amor, ainda que o universo seja feito de um vazio impenetrável, lembre-se sempre que eu estive aqui, para que o seu olhar tivesse sempre um horizonte para sonhar... Ainda que as margens dos nossos oceanos estejam distantes e cobertas de pedras.
Seja por mim, o que tiver que ser...
Te amando sempre...
Destinatário: Você
Meu amor,
Hoje eu acordei com medo que talvez não estivesse aqui. Que a madrugada pudesse te levado para um lugar escuro, onde eu não poderia te iluminar. Abracei o travesseiro, procurei o seu sorriso. Esse sorriso que deu sentido à minha ilusão, de que em breve os oceanos serão pequenos diante do desejo de te encontrar. Não que já não esteja aqui, dentro de mim... Mas ainda quero sentir o gosto dos seus lábios antes do anoitecer, e dizer todas as palavras que eu nunca consegui dizer, por medo, ou por fraqueza. Tanto se diz sobre o amor, mas todos se esquecem de realmente acreditar em seus corações. Por isso eu estou aqui, observando o céu cinzento desse domingo, imaginando o que possa estar fazendo agora... Se existem horas em que as lágrimas te invadem, e se procura meu rosto na sombra das paredes... Se procura vestígios do meu amor em alguma poesia esquecida... E se consegue imaginar a minha voz a cantar distraída pelas ruas dessa cidade...
Aqui, nesse tempo que eu esqueci,
Haviam rosas em todos os jardins,
Mas sem querer meus olhos não perceberam a cor,
Que nos seus olhos eram amor.
Perdoe-me tantas vezes que atravessei a rua,
Sem me agarrar às suas mãos...
Sempre sua,
Adhara.
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